FORFUN
Bob Marley Cover
Interferência Sistema de Som



Serviço:
SÁBADO
, dia 13 de Março 2010
Abertura dos portões: 20h
Início dos shows: 21h

www.INGRESSO.com.br
R$ 25 Estudante / R$ 50 Inteiro

Classificação: 16 anos (12 a 15 anos somente acompanhados dos pais).


Forfun – Polisenso

Um ano após o lançamento do aguardado disco Polisenso, o Forfun volta ao palco do Circo Voador, comemorando o sucesso da turnê de norte a sul do país e os mais de 600 mil downloads do álbum. Grata surpresa da efervescente safra de bandas da nova geração brasileira, e premiados como "A Banda de Rock do ano de 2009" pela Mtv, o quarteto carioca vem ao berço cultural do Rio mostrar sua original mistura de Rock, Reggae, Dub, musica eletrônica e mensagens de amor ao próximo. Além disso, o show ainda marcara a estréia do novo clipe da banda, da musica "O Viajante", gravado na estreia da turnê "Polisenso" em março do ano passado, aqui mesmo no Circo Voador. O clima de celebração desta noite que promete astral elevado, ainda conta com a presença e o som da banda Bob Marley Cover e do coletivo Interferência Sistema de Som, que prometem não deixar ninguém ficar parado, na certeza de um baile dançante.

Uma banda que é bem mais do que uma história de verão: é isso que o Forfun tem para mostrar agora com Polisenso, seu esperado terceiro disco, composto e gravado ao longo de três anos nos quais muita coisa aconteceu. Para começar, os meninos que oito anos atrás começaram a tocar seus instrumentos – e que no momento seguinte já saíram correndo atrás de palcos que abrigassem o seu punk rock insolente – hoje são homens que vivem da música. Aliás, homens que cresceram com a música e com ela criaram o seu próprio universo, repleto de sons, imagens, cores, idéias, percepções, sentimentos – é só olhar fixamente para a capa do CD e dar a partida na mente. Novos Baianos, funk melody, eletroprog / Blocos de rua, folclore e rodas de hardcore / Biologia, história antiga, mecânica quântica / Cerveja de boteco e a flora da Mata Atlântica – os versos da canção “Eremita Moderno” (aquele que “trajava sunga e nunca usara um terno”) servem de cartão de visitas para esse disco que marca a entrada do Forfun na idade adulta. Um disco nasceu de uma viagem, não por acaso, bem novobaiânica: os quatro amigos alugaram uma casa no bairro carioca de Botafogo, fizeram as adaptações para montar um estúdio e não saíram mais de lá. Entre leituras, papos, descobertas, audições de discos e infindáveis jams, eles fizeram, entre março de 2007 e fevereiro de 2008, toda a composição e a pré-produção de Polisenso. Que agora está aí. É só ouvir – e se surpreender.
A primeira novidade do Forfun é que o reggae virou a linha mestra do seu som. Só que num caminho que leva bem além da Jamaica de Bob Marley, com influências do peso e do groove dos californianos do 311 e Sublime, e das viagens dos neozelandeses do Salmonella Dub. Com o global reggae na veia e muitas idéias a girar no cérebro, eles resolveram pegar uma rota alternativa para gravar e lançar Polisenso. Depois de uma experiência no mainstream, com o CD Teoria Dinâmica Gastativa (de 2005, produzido pelo mago dos estúdios Liminha e lançado por seu selo, o SuperMusic), os músicos resolveram fazer tudo por conta própria. “Foi tudo do nosso bolso e da nossa cabeça”, conta Vitor Isensee, antigo guitarrista do Forfun, que no processo de transição da banda acabou passando para os teclados, sampler, escaleta... e, enfim, todas as eletrônicas que recheiam e colorem o disco. Ele, Danilo Cutrim (guitarra e vocais), Rodrigo Costa (baixo e vocais) e Nicolas Cesar (bateria) assumiram a produção e gravaram o disco ao longo de 2008 nos estúdios AR, Corredor 5 e Casinha (aquele, que montaram em Botafogo), com co-produção do técnico de som Fausto (ex-Matanza). Foi o natural passo para a independência de uma banda conhecida por ter um público extremamente fiel em várias cidades do país, com uma recheada agenda de shows e uma carreira que se vem se sustentando mesmo sem uma constante exposição na grande mídia.

O resultado foi esse aí: novos sons, novos instrumentos, novas viagens, novos assuntos. Infinitas possibilidades de diversão e abstração. Quem está ligado nos programas de videoclipes certamente conhece o primeiro hit do disco, “Sol ou Chuva”, reggae do bom, com profundidade dub e melodia pop, que foi lançado em julho passado, na página da banda na internet (www.forfun.art.br), como um bom aperitivo para Polisenso – disco que, por sinal, foi disponibilizado no site, de forma gratuita, num pacote de mp3s de alta qualidade sonora, e de janeiro para cá, teve nada menos que 400 mil downloads. A música “Panorama” segue o balanço jamaicano de “Sol ou Chuva”, atualizando “Alagados”, clássico dos Paralamas do Sucesso, com alguns toques de filosofia e física – “Dos bangalôs da Tailândia aos barracos do Vidigal / Dos iates em Ibiza aos soundsystems de Trenchtown / Há algo que move todos com a mesma força vital”. Com pitadas do punk juvenil de outros tempos do Forfun, “Dia do Alivio” perpetra um outro ataque – “Shoppings lotados, bibliotecas vazias / Liberdade confundida com pornografia” – na espera do dia do alívio em que a verdade vai surgir. E as reflexões a partir da leitura de As Veias Abertas da América Latina, de Eduardo Galeano, se revestem de peso, dub e uma guitarra à la Santana em “Escala Latina” – mais uma dessas surpresas que o Polisenso apresenta.
As ondas do disco são muitas – e bem surfáveis. “O Viajante” é... bem, viajante. “Sigo o Som” tem novamente o punk rock como combustível. “Infinitas Possibilidades” e “Sócrates e a deusa música” (“Que parada”) pegam pesado na guitarra e trazem inclinações progressivas nos teclados – como se tivesse baixado um Rush no half pipe do Forfun. O funk do Red Hot Chili Peppers se faz presente em “Eremita Moderno” e – com alguma sensualidade, já que ninguém é de ferro! – também em “Gruvi Quântico”. Já “Suave” tem suavidade contrastando com uma pegada heavy de Rage Against The Machine. E, por fim, “Cósmica” traz um quê de soul e lounge music a temperar o reggae. Tá achando pouco? Pois o Forfun ainda roça o folk sem perder o a psicodelia em “Cigarras” e encara duas instrumentais: a dub “Colírio” e a explicitamente latina “Uma Noite em Havana” (essa, com participação de Daniel Zoreba no sax). Para fechar Polisenso, alguns remixes: os de “O Dia do Alivio” e “O Viajante” (feitos, respectivamente, por Boldo e Supershiva – que são alcunhas dos próprios integrantes do Forfun), e o de “Suave” (que virou um electro poderoso, digno de um Justice, pelas mãos da dupla Felguk).

Nada mal, né? Ainda mais para um bando de garotos que, em 2001, ainda estavam aprendendo a tocar e a manejar a internet. Foi a rede que os ajudou a ganhar mundo, ainda na época dos domínios cjb.net. Tão logo se familiarizaram com a linguagem de programação, lá estavam eles, postando fotos e vídeos da banda no seu site. “Foi uma questão de falta de opção”, brinca o tecladista Vitor. No boca-a-boca, os meninos fizeram dezenas de shows no Rio e, em 2003, lançaram o CD independente Das Pistas de Skate para as Pistas de Dança, no qual os punks californianos do Blink-182 e New Found Glory ainda eram as referências. Nessa, o nome do Forfun foi crescendo e eles foram convidados para fazer shows em cidades como São Paulo, Curitiba e Recife. Tempos de incontáveis horas no busão e de contas telefônicas astronômicas do guitarrista (e então empresário da banda) Danilo. Mas não importava: assim eles foram construindo seu público. Enquanto isso, as filmagens dos shows ao longo do Brasil viravam vídeos, logo postados na rede. E, de repente, lá estava o Forfun abrindo um show para o CPM 22, e a galera cantando as músicas. Momentos inesquecíveis de uma banda de rock.
O burburinho os levou ao produtor Liminha, que depois de ouvir o CD, ver um DVD e curtir um show, escolheu o Forfun para inaugurar o selo Supermusic com o disco Teoria Dinâmica Gastativa, gravado em seu lendário estúdio Nas Nuvens. Nesse ponto, os rapazes trancaram as faculdades, deram adeus aos empregos e embarcaram na viagem do som. A música “História de Verão”, ainda da fase adolescente do Forfun, abriu os trabalhos do disco nas rádios. “Mentalmorfose” e “Hidropônica” e “Viva La Revolución!” completaram a invasão, levando-os a tocar nos maiores festivais do Brasil – Ceará Music, Festival de Verão de Salvador, Planeta Atlântida... Crescendo em cena, aumentando seu público a cada dia e buscando seu lugar no mercado, o Forfun ainda gravaria a música “Metrópole”, da Legião Urbana, para o CD e DVD Renato Russo – Uma Celebração (2006), do Multishow, e participaria no projeto MTV ao Vivo 5 Bandas de Rock (2007), ao lado do Fresno, Hateen, NX Zero e Moptop. No CD e DVD da MTV, eles deram a pista da transição que fariam em Polisenso, adiantando as músicas “Gruve Quântico” e “Sigo o Som”. O ano ainda seria marcado por uma parceria com o Charlie Brown Jr. na música “Universo ao Nosso Favor”, do CD Ritmo, Ritual e Responsa.
Sempre com os oito pés na estrada, o Forfun mostra com o novo disco que soube crescer junto com o seu público. Hoje, separados da manada, eles vão atrás de algo diferente do que está rolando. Pesado, filosófico, viajante, eletrônico, latino, espiritual... Seja lá o que for. Mas sempre for fun.

Silvio Essinger, março de 2009


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Sexta, das 12h às 24h (exceto feriados).
Sábado, 2h antes do evento.
Pagamento somente em dinheiro.

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Forma de compra: o cliente recebe um código que deverá ser trocado pelo ingresso na bilheteria do Circo Voador, no dia do evento escolhido.

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Demais localidades: 0xx.11.4003-2330
De segunda a sábado, das 9h às 21h.
(*) O serviço 4003 tem custo de ligação local + impostos locais, conforme o Estado de origem, para telefones fixos e custo de ligação + impostos para celulares, conforme a operadora.

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